Trips and Tips #4

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Capital do tango, casa do deus do futebol, da Mafalda e da Bombonera é, sem a mais pequena margem para dúvidas, o auge das capitais sul americanas (excluindo desta conta Santiago, Brasilia, Assuncion, Caracas e as capitais das Guianas e do Suriname, porque não fomos visitar, e há que ser justo, embora desconfie que com ou sem elas a conta vá dar ao mesmo). E mesmo ”o medo” de um dos meu maiores medos se realizar, não se realizou, porque as expectativas superaram, como em poucos casos, a realidade (já adivinharam qual é a capital?)

É uma cidade totalmente completa, complexa, cheia, vibrante, viva… Tão inteira que é difícil pôr em palavras a ”espectacularidade” da enorme capital da Argentina, Buenos Aires. Primeiro que tudo, como habitantes do velho continente, sentimos logo uma nostalgia avassaladora (com saudades de ”casa”, depois de meses fora) ao passearmos pelo centro da cidade que mais se parece com uma qualquer avenida ou ruela de Barcelona ou Madrid, e logo sentimos uma imensa afinidade com a cidade, como se de um parente antigo se tratasse.

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Capital of tango, home of football god, Mafalda and Bombonera is without the slightest room for doubt, the peak of South American capitals (excluding Santiago, Brasilia, Assuncion, Caracas and the capitals of Guyana and Suriname because we didn’t visit them, and one must be fair, although I suspect that with or without them the count would go the same). And even the ultimate of fears, which is dealing with expectations, didn’t materialize because expectations exceeded, as in few cases, the reality (already guessed what is the capital?)

It’s a whole city, complex, full, vibrant, alive… So full that it’s hard to put into words the spectacularity of the huge capital of Argentina, Buenos Aires. First of all, as inhabitants of the old continent, we felt an overwhelming nostalgia (longing for ”home” after months away) when we wander through the city center and feel like we’re wandering in some avenue or alley in Barcelona or Madrid, and soon feel a huge affinity with the city, as if it were an old relative of ours.

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Mas depois a beleza disto tudo é que ao mesmo tempo que nos soa tão familiar, é completamente diferente de tudo o que já vimos cá na Europa, talvez porque mistura muita coisa ao mesmo tempo, velho com novo, rico com pobre, bonito com feio, verde com urbano, é muito eclética, e isso dá-lhe um carimbo muito autentico e nada imitador… Perfeita para andar um dia inteiro a pé pelos parques de Palermo, para aproveitar as bugigangas nas feiras de San Telmo e Recoleta, para visitar o próprio cemitério da Recoleta e ir ver, com uma curiosidade um pouco mórbida, o túmulo de Evita Peron. Ir visitar o El Caminito do famoso bairro La Boca (são as fotografias mais coloridas) e também casa do Boca Juniors, procurar entre a multidão a pequena estátua daquela miúda da B.D. que tanto nos ensinou com as suas perguntas pertinentes (é uma pequena, mas árdua tarefa), enquanto somos surpreendidos por uma tango-street-dance...Tomar os famosos brunchs dos cafés de Palermo Viejo, provar a célebre ”aged meat” ou mesmo só uma ”perfectly delicious meat”… E ainda, com uma sorte dos diabos, ter a oportunidade de comer, em casa de um local e ainda por cima no verdadeiro bairro dos talhantes lá do sítio, Mataderos, uma parrillada das autênticas. 

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But the beauty of it all is that while it sounds so familiar, it is completely different from anything we’ve seen here in Europe, perhaps because it mixes a lot at the same time, old with new, rich with poor, pretty with ugly, urban and green, it is very eclectic, and it gives it a very authentic and not at all imitative feeling… Perfect for walking an entire day through the parks of Palermo, enjoying the trinkets in the markets of San Telmo and Recoleta, visiting the Recoleta cemetery itself and go see, with a slightly morbid curiosity, the tomb of Evita Peron. Go visiting the famous El Caminito in La Boca neighborhood (the most colorful photos), home of Boca Juniors Futbol Club, searching between the crowd the little girl from BD’s statue who taught us so much with her very pertinent questions (is a small but arduous task), while being surprised by a tango street dance performance… Eating a famous brunch of Palermos Viejo’s cafes, tasting the famous aged meat or simply a perfectly delicious meat… And even with a stroke of luck, having the opportunity to eat at a local’s house in the real meat district, Mataderos, the most authentic parrillada.          

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Não se pode pedir muito mais a uma cidade.

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You can’t ask much more from a city.

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